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STF inicia julgamento Marielle Franco sobre mandantes do crime

julgamento Marielle Franco começou nesta terça-feira no Supremo Tribunal Federal (STF). A corte analisa a responsabilidade dos supostos mandantes do crime que chocou o país. O assassinato da vereadora e do motorista Anderson Gomes completou oito anos. Além disso, a sessão marca um momento decisivo para a justiça brasileira. A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu a condenação dos réus envolvidos. Por outro lado, as defesas sustentam que não existem provas suficientes para a incriminação.

 

Este caso é emblemático e envolve figuras públicas influentes do Rio de Janeiro. Nesse sentido, o julgamento Marielle Franco busca encerrar um ciclo de incertezas. A sociedade aguarda respostas definitivas sobre a motivação política do crime. Contudo, o processo é complexo e envolve múltiplas acusações. A sessão inicial foi dedicada às sustentações orais de ambos os lados. Dessa forma, os ministros puderam ouvir os argumentos antes de proferir seus votos.

 

Acusações contra os irmãos Brazão

 

A acusação formal aponta os irmãos Domingos e Chiquinho Brazão como líderes do esquema. Segundo a PGR, eles comandavam uma organização criminosa ligada a milícias. De fato, o vice-procurador-geral, Hindemburgo Chateaubriand Filho, reforçou a denúncia no plenário. Ele afirmou que os irmãos tinham interesses em grilagem de terras. Consequentemente, a atuação de Marielle Franco atrapalhava esses negócios ilícitos.

 

O Ministério Público Federal sustenta que o crime foi motivado por razões torpes. Ou seja, a vereadora foi morta por combater a expansão das milícias. Além dos irmãos, o delegado Rivaldo Barbosa também é réu no processo. A acusação diz que ele agiu para proteger os mandantes e obstruir as investigações. Portanto, a PGR considera que há provas robustas contra todos os envolvidos.

 

Outros dois réus também estão sendo julgados pelo STF nesta ação penal. São eles Ronald Paulo de Alves e Robson Calixto Fonseca, conhecido como Peixe. Nesse contexto, a promotoria detalhou a participação de cada um na logística do crime. A promessa de recompensa financeira foi um ponto central na acusação. Assim, o julgamento Marielle Franco expõe as entranhas do crime organizado fluminense.

 

Argumentos apresentados pelas defesas

 

Em contrapartida, os advogados de defesa contestaram veementemente as alegações da procuradoria. Durante cerca de uma hora para cada réu, eles criticaram as investigações. Sobretudo, as defesas atacaram as delações premiadas de Ronnie Lessa e Élcio Queiroz. Os advogados classificaram esses depoimentos como fantasiosos e sem credibilidade. Eles argumentam que um assassino confesso não deveria ser a base da acusação.

 

A defesa alegou que existe um “jejum de provas” nos autos do processo. Dessa maneira, afirmam que não há elementos técnicos que liguem os mandantes aos executores. O sobrinho dos réus, Flávio Brazão, também se manifestou publicamente sobre o caso. Ele disse que as provas inocentam seus tios e que a polícia falhou. Ainda assim, a tese da defesa enfrenta a resistência dos fatos apresentados pela PGR.

 

Os advogados lamentaram a morte da vereadora, mas pediram a absolvição dos clientes. Eles sustentam que condenar sem provas seria uma injustiça jurídica. Por isso, tentam desqualificar a narrativa construída pela Polícia Federal. O embate entre acusação e defesa foi intenso durante todo o dia. Agora, cabe aos ministros decidirem qual versão prevalecerá no julgamento Marielle Franco.

 

A dor e a revolta das famílias

 

O clima no plenário do STF foi de grande comoção para os familiares. A ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, esteve presente na sessão. Ela acompanhou o julgamento ao lado da mãe, Marinete Silva. Igualmente, a viúva de Anderson Gomes, Agatha Reis, marcou presença no tribunal. Mônica Benício, viúva de Marielle, também assistiu às sustentações orais.

 

Anielle Franco criticou duramente a postura dos advogados de defesa durante as falas. Segundo ela, a dor das famílias foi tratada de forma descartável no tribunal. A ministra afirmou que tentaram empurrar versões falsas “goela abaixo” dos parentes. De fato, ouvir os detalhes do crime novamente foi um processo doloroso. Entretanto, as famílias seguem firmes na busca por justiça.

 

Para os parentes, a condenação dos mandantes é um passo essencial para o luto. Embora a justiça não traga as vítimas de volta, ela encerra a impunidade. A presença deles no STF reforça a importância social desse julgamento. Por conseguinte, a pressão popular por um desfecho continua muito forte. O julgamento Marielle Franco representa a esperança de muitas outras famílias vítimas de violência.

 

Próximos passos e votação

 

O julgamento deve ser concluído nesta quarta-feira com os votos dos ministros. O relator do caso, ministro Alexandre de Moraes, será o primeiro a votar. Logo depois, votarão os ministros Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Flávio Dino. Vale lembrar que a Primeira Turma conta atualmente com apenas quatro ministros. Isso ocorre porque Jorge Messias ainda não teve o nome apreciado pelo Senado.

 

A expectativa é que o resultado seja anunciado até o início da tarde. Se houver condenação, as penas podem ser extremamente severas para os réus. O crime de mando tem um peso significativo no código penal brasileiro. Além disso, a qualificação por motivo torpe agrava a situação dos acusados. O país inteiro estará de olho na decisão final da corte.

 

Este veredito poderá mudar a história do combate às milícias no Brasil. O julgamento Marielle Franco não é apenas sobre um crime específico. Ele trata da infiltração do crime organizado nas instituições do Estado. Portanto, a decisão do STF terá repercussões políticas e sociais duradouras. Finalmente, após oito anos, o caso caminha para um desfecho oficial.

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