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O custo de vida do brasileiro deve subir 6,81 por cento em 2021.
Essa, pelo menos, é a nova projeção de inflação dos analistas ouvidos pelo Banco Central, que compila os dados Boletim Focus, que tem edição semanal.
Na semana passada, a previsão era de inflação de 6,11%.
No atual patamar, a expectativa para a inflação está acima do centro da meta, que é 3,75% para este ano.
A meta, que é fixada pelo Conselho Monetário Nacional, tem uma margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o IPCA, que é indicador considerado inflação oficial do país, deve ficar entre o piso de 2,25% e o teto de 5,25%.
Em junho, segundo dados oficiais do IBGE, a inflação desacelerou para 0,53%, depois de chegar a 0,83% em maio. Com o resultado do sexto mês do ano, o IPCA acumula alta de 3,77% no ano e 8,35% nos últimos 12 meses – bem acima do teto da meta.
Lembrando que o principal objetivo da meta de inflação é garantir que haverá alta controlada no custo de vida das pessoas, sem prejudicar nem os preços e nem o poder de compra da população, indicando um crescimento sustentável e saudável da economia do nosso país.
O Banco Central usa, como principal ferramenta para perseguir a meta de inflação, a Selic, que é a taxa básica de juros.
Quando em patamares mais altos, tente a segurar os preços, porque encarece o crédito e desestimula o consumo.
Em níveis mais baixos, a Selic deixa o controle da inflação mais vulnerável, porque o crédito fica mais barato, o consumo aumenta e os preços, também.
A Selic, que começou o ano em 2%, foi fixada na última reunião do Copom em 4,25% ao ano.
A mais recente previsão do mercado, também indicada no boletim Focos, é que a taxa encerre 2021 em 6,75% ao ano.