O combate contínuo à violência contra mulher marcou as ruas de São Paulo neste domingo. De fato, o Dia Internacional da Mulher foi palco de grandes manifestações. Milhares de pessoas enfrentaram a forte chuva na capital paulista. Consequentemente, o recado principal foi o direito básico de continuar viva. Além disso, os atos lembraram as vítimas recentes de feminicídio. Portanto, a sociedade civil exige uma resposta firme das autoridades públicas.
Aumento alarmante dos casos de feminicídio. Os números refletem uma realidade brutal no estado. Por exemplo, 270 mulheres foram mortas no ano passado. Ou seja, vítimas diretas de feminicídio. Nesse sentido, os dados apontam um aumento de 96% nos casos em 2025, se comparado a 2021. Ainda assim, a busca por justiça segue constante. Por outro lado, o medo ainda faz parte da rotina de muitas sobreviventes. Dessa forma, a violência contra mulher não pode ser tratada como um caso isolado.
Histórias trágicas de violência contra mulher ganharam destaque nos cartazes. Em primeiro lugar, o caso de Tainara Souza, de 31 anos. Ela foi atropelada e arrastada por mais de 1 km na Marginal Tietê. Surpreendentemente, o crime foi cometido por um ex-companheiro. Atualmente, o agressor está preso. Contudo, a dor da família permanece viva. Igualmente, familiares de Stephanie da Silva também protestaram. Ela foi morta há uma semana pelo ex-marido. O crime ocorreu durante uma discussão por partilha de bens. Como resultado, Stephanie deixou dois filhos pequenos.\n\n## Relatos de sobreviventes e a dor da perda\n\nDurante as passeatas, muitas mulheres compartilharam seus traumas. Por exemplo, uma manifestante relatou ter vivido 26 anos com um agressor. Hoje, ela carrega as marcas físicas e psicológicas dessa união. Portanto, a violência contra mulher deixa cicatrizes profundas. Além disso, familiares de vítimas clamam por punições mais severas. Uma irmã lamentou a perda ocorrida há 14 anos. Infelizmente, o assassino já desfruta de benefícios como a saída temporária. Consequentemente, a impunidade alimenta o ciclo de violência.\n\nEspecialistas alertam que a sociedade falhou em proteger essas vítimas. Por isso, as manifestações cobram não apenas a punição, mas a prevenção. Afinal, as políticas públicas precisam alcançar quem sofre abusos diários. Diante disso, a conscientização sobre a violência contra mulher é essencial. Logo, as passeatas na Avenida Paulista serviram como um alerta urgente. Em resumo, a luta não é apenas dessas mulheres, mas de todo o Brasil.\n\n## Nova lei protege crianças e adolescentes\n\nEm meio aos protestos, o governo federal anunciou uma medida importante. O presidente sancionou no domingo uma lei crucial. Ela reforça a proteção de crianças vítimas de estupro. Dessa forma, a nova regra estabelece a presunção absoluta de vulnerabilidade. Ou seja, foca nos menores de 14 anos. Portanto, a condição da vítima não pode mais ser questionada. Anteriormente, algumas decisões judiciais tentavam relativizar essa vulnerabilidade. Agora, a lei impede essa prática prejudicial.\n\nA medida busca garantir mais segurança jurídica nos tribunais. De acordo com o Palácio do Planalto, a vulnerabilidade não pode ser condicionada. Por exemplo, a lei desconsidera os seguintes fatores externos:\n- O consentimento da vítima.\n- A experiência sexual prévia da criança.\n- As relações anteriores do agressor com a vítima.\n- Uma eventual gravidez resultante do crime.\n\nDa mesma forma, brechas judiciais são fechadas. Em suma, o combate à violência contra mulher começa na proteção rígida durante a infância.\n\n## Avanços legislativos na defesa das vítimas\n\nO projeto de lei é de autoria da deputada Laura Carneiro. Seu objetivo principal é consolidar o entendimento de proteção integral. Por conseguinte, a eficácia no combate à violência sexual infantil ganha reforço. Vale ressaltar que a norma não cria um novo crime. Contudo, ela garante que as penas previstas sejam aplicadas com rigor. Assim, juízes não poderão usar brechas para amenizar punições. Evidentemente, trata-se de um marco na luta contra a violência contra mulher e meninas.\n\nCasos recentes evidenciam a urgência dessa mudança legislativa. Por exemplo, denúncias de casamentos infantis chocaram o país. Recentemente, uma criança de 12 anos foi exposta em uma relação com um adulto de 35 anos. Logo, o impacto na formação psicológica dessas crianças é devastador. Nesse contexto, a lei chega para blindar as vítimas mais jovens. Portanto, o Estado cumpre seu papel de proteger os vulneráveis. Enfim, a infância exige cuidado absoluto.\n\n## O futuro da luta por igualdade e segurança\n\nOs eventos deste fim de semana deixam uma mensagem clara. A tolerância para abusos e crimes de gênero chegou ao fim. Dessa forma, as manifestações reforçam a voz de quem foi silenciada. Por outro lado, a aprovação de novas leis mostra um avanço institucional. Ainda assim, o caminho para erradicar a violência contra mulher é longo. Diariamente, mulheres enfrentam assédio, ameaças e agressões físicas. Sendo assim, a vigilância deve ser constante por parte de todos.\n\nA sociedade precisa apoiar canais de denúncia eficientes. Além disso, redes de apoio são fundamentais para salvar vidas. As forças de segurança devem atuar com rapidez e empatia. Por fim, a justiça precisa ser implacável com os agressores. Somente assim, histórias trágicas deixarão de ser rotina nos noticiários. Em conclusão, a união de esforços é a única saída possível. A luta contra a violência contra mulher deve ser a prioridade nacional o ano inteiro.


