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A 30ª Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas, a COP30, ganha um contorno decisivo com a mobilização da sociedade civil. A Cúpula dos Povos, evento paralelo organizado por movimentos sociais e encerrado no último domingo (16), foi apontada pelo presidente Lula como fundamental para o sucesso das negociações oficiais em Belém. Essa união entre a voz popular e a diplomacia define um novo rumo para o debate climático.
Lula, em uma carta lida pela ministra Marina Silva, reforçou que a viabilidade da COP30 dependia diretamente dessa participação. Segundo ele, a conferência é fortalecida por essa “extraordinária concentração de pessoas que acreditam que outro mundo é possível e necessário”. O presidente enfatizou que a luta pela Amazônia é uma luta por seu povo.
O combate à crise climática não é uma tarefa exclusiva dos governos. Esta foi a mensagem central do presidente, que pediu o engajamento de toda a sociedade. Ele destacou que o entusiasmo popular traz a força e a legitimidade necessárias para impulsionar a transição para um modelo de desenvolvimento sustentável, que substitua a devastação.
Além disso, Lula fez um forte apelo por um mundo mais justo e solidário, livre da fome e da pobreza. Ele também criticou duramente o negacionismo climático, afirmando que não há mais tempo para adiar decisões cruciais sobre transição justa e adaptação, que estão em debate há anos.
A pauta financeira foi outro ponto de destaque. O presidente cobrou a implementação efetiva do financiamento climático, um passo essencial para viabilizar soluções concretas. Ele ressaltou a urgência de superar a dependência de combustíveis fósseis e de reverter o desmatamento de forma definitiva.
Para Lula, os líderes mundiais que visitaram Belém puderam compreender a realidade amazônica. Com isso, entenderam que as divisões entre humanidade e natureza não fazem mais sentido. Ele foi enfático: “Não podemos sair de Belém sem decisões sobre esses temas!”.
Ao final do evento, um documento contundente foi elaborado pelos participantes da Cúpula dos Povos. A carta final critica as chamadas “falsas soluções” para a emergência climática e aponta o modelo de produção capitalista como a causa central da crise.
O texto, entregue ao presidente da COP30, embaixador André Corrêa do Lago, denuncia ainda que as comunidades periféricas e o Sul Global são os mais afetados pelos eventos extremos e pelo racismo ambiental. A promessa é que o manifesto seja levado às reuniões de alto nível, garantindo que a voz do povo ecoe nos corredores da diplomacia.