São Paulo, SP – A morte de Ryan Samuel Maia, um estudante autista de apenas 10 anos, está sendo investigada pela polícia de São Paulo. O menino faleceu após dias de dores intensas, que, segundo a família, começaram depois que ele voltou da escola. O laudo médico apontou a causa da morte como choque séptico e hipovolêmico, decorrente de uma infecção causada por trauma.
O pai de Ryan, Rodrigo de Lara Maia, afirma que o filho relatou ter sido agredido por colegas. A família agora busca respostas e acredita que o quadro de saúde do garoto foi agravado por episódios de bullying.
O Relato da Família
Segundo o pai, Ryan contou ter sido alvo de chutes nos braços, pernas, barriga e costas. A agressão teria ocorrido pouco tempo depois de o menino ter passado por uma cirurgia de apêndice, o que o deixava ainda mais vulnerável.
Após o suposto ataque, o quadro de saúde de Ryan piorou rapidamente. Ele apresentou febre alta, dores generalizadas e passou a ter dificuldades para andar. A família o levou a hospitais por três dias consecutivos. Inicialmente, ele foi diagnosticado com pneumonia e hemorragia, até que seu quadro evoluiu para a morte.
A Posição da Escola e das Autoridades
A situação se tornou ainda mais complexa com a postura da escola. A instituição chegou a publicar uma nota de pesar pela morte do aluno, mas, de acordo com a família, apagou a postagem pouco tempo depois. Além disso, o pai relata que teve seu pedido para ver as imagens das câmeras de segurança negado. A escola teria informado que só liberaria as gravações com uma ordem judicial.
Em nota oficial, a Secretaria de Educação de São Paulo se solidarizou com a família. Contudo, afirmou não haver registros de brigas envolvendo Ryan na escola. A secretaria garantiu, no entanto, que a unidade está colaborando com as investigações da polícia.
O caso agora está nas mãos da Polícia Civil, que investiga as circunstâncias da morte e a possível ligação com as agressões relatadas. A família, por sua vez, clama por justiça e por respostas que possam esclarecer os últimos e dolorosos dias de vida do pequeno Ryan.