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O bebê Anthony Miguel, símbolo do dramático resgate aéreo durante as enchentes do Rio Grande do Sul, faleceu nesta quarta-feira (7). A criança, que sobreviveu às inundações históricas de 2023, perdeu a batalha contra uma infecção generalizada.
Natasha Becker, mãe do pequeno Anthony, confirmou a triste notícia através de suas redes sociais. Segundo ela, a sepse teve início com uma bactéria no pulmão do menino, que havia completado 16 meses em novembro de 2024.
“Hoje, sem sombra de dúvidas, é o pior dia da minha vida. Terei que me despedir da pessoa mais importante que tive”, escreveu a mãe em seu desabafo emocionante.
Anthony Miguel ganhou notoriedade nacional quando, com apenas cinco meses, foi resgatado do telhado de uma casa por um helicóptero do Exército. As imagens impressionantes do salvamento circularam mundialmente durante a catástrofe.
A família permaneceu ilhada por quase dois dias no telhado de sua residência no Vale do Taquari. As enchentes no Rio Grande do Sul elevaram o Rio Taquari a níveis catastróficos, atingindo 34 metros – 21 acima da cota de inundação.
O 2º Batalhão de Aviação do Exército, Batalhão Casimiro Montenegro Filho, realizou o heroico salvamento. Câmeras corporais de um sargento registraram o momento em que Anthony e outros quatro familiares foram levados para local seguro.
A morte do bebê Anthony Miguel ocorre enquanto o Rio Grande do Sul ainda lida com as consequências das enchentes de 2023. Centenas de gaúchos continuam vivendo em abrigos e casas temporárias um ano após a catástrofe.
As inundações de 2023 resultaram em 184 mortes e 25 pessoas permanecem desaparecidas até hoje. Aproximadamente 2,4 milhões de habitantes foram afetados pela tragédia que devastou 478 municípios – equivalente a 96% das cidades gaúchas.
Simultaneamente, obras do sistema anticheias de Porto Alegre encontram-se paralisadas, gerando preocupação entre moradores. Especialistas alertam sobre a necessidade de investimentos em infraestrutura de prevenção para evitar novas catástrofes.
O bebê Anthony Miguel, mesmo em sua curta vida, tornou-se símbolo da resiliência gaúcha diante da maior catástrofe climática da história do estado. Seu resgate representou esperança em meio ao desespero das enchentes do Rio Grande do Sul.
A comovente história do bebê resgatado no telhado destacou a importância das operações de emergência durante desastres naturais. Certamente, sua memória permanecerá como lembrança dos desafios enfrentados pelos gaúchos naquele maio de 2023.
Autoridades de saúde reforçam que infecções generalizadas como a que vitimou Anthony requerem atenção médica imediata. Os sintomas incluem febre alta, respiração acelerada e alterações na pressão arterial.