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Verônica Costa é presa no RJ para cumprir pena de prisão por tortura

A Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro prendeu a ex-vereadora e empresária Verônica Costa, popularmente conhecida como a “Mãe Loira do Funk”. A prisão ocorreu no município de Petrópolis, localizado na Região Serrana fluminense. Ela foi condenada em definitivo a 10 anos e 8 meses de reclusão em regime inicial fechado. A condenação decorre do crime de tortura contra seu então marido, Márcio Costa, ocorrido em 2011.

Além disso, a ex-parlamentar era considerada foragida pela Justiça desde a última quarta-feira. A operação foi coordenada pela Delegacia de Capturas e Polinter, em conjunto com a Polícia Rodoviária Federal (PRF). Consequentemente, o mandado de prisão pôde ser cumprido com sucesso após intensa investigação e monitoramento dos passos da acusada.

Detalhes da operação e tentativa de fuga

Segundo informações apuradas pelas equipes de inteligência, Verônica Costa adotou estratégias complexas para tentar despistar as autoridades. Conforme os relatórios policiais, ela trocou de veículo quatro vezes consecutivas durante o deslocamento até a serra fluminense. Contudo, o cerco policial identificou as manobras e efetuou a captura sem qualquer confronto.

Logo após a abordagem, os policiais encaminharam a empresária para a Cidade da Polícia, situada na Zona Norte da capital fluminense. No local, Verônica Costa prestou depoimento formal e passou pelos procedimentos de triagem padrão. Ao chegar à delegacia especializada, ela declarou publicamente sua inocência aos repórteres presentes. Ademais, a ré afirmou que dedicou anos de serviço à população carioca e disse confiar na Justiça.

Por outro lado, familiares da ex-vereadora também foram alvos da mesma decisão judicial que condenou o grupo. Os agentes prenderam Bruno Chaves Ribeiro, irmão da cantora, sentenciado à mesma pena de 10 anos e 8 meses. Da mesma forma, os policiais capturaram a irmã dela, Tatiana Chaves Ribeiro, e o cunhado, Bruno Marcelo Bahia Marques. Entretanto, o padrasto da empresária, Sebastião de Oliveira Evangelista, permanece foragido até o momento.

O caso de tortura contra o ex-marido

O crime que gerou a condenação aconteceu em fevereiro de 2011, na residência do casal. Na ocasião, Márcio Costa afirmou ter sido amarrado, vendado e severamente agredido por parentes a mando da esposa. Além disso, a vítima denunciou que os agressores despejaram produtos químicos e combustíveis sobre seu corpo, ameaçando atear fogo.

Consequentemente, a perícia médica comprovou as lesões corporais graves e as queimaduras provocadas pelos compostos químicos. O processo judicial tramitou durante mais de uma década nas varas criminais e nos tribunais superiores. Portanto, todas as tentativas de recurso da defesa foram esgotadas ao longo dos anos, confirmando a sentença punitiva.

Por conseguinte, o ex-marido de Verônica Costa manifestou-se por meio das redes sociais logo após a notícia da prisão. Em sua declaração, Márcio expressou sentimento de alívio e justiça após anos de angústia. Segundo ele, a punição demonstra que atos brutais não ficam impunes, mesmo quando envolvem figuras públicas influentes.

Trajetória pública e os próximos passos no sistema prisional

Verônica Costa ganhou enorme projeção nos anos 1990 e 2000 como apresentadora, cantora e incentivadora do movimento funk carioca. Como resultado dessa popularidade na periferia, ela ingressou na carreira política e foi eleita vereadora por vários mandatos no Rio de Janeiro. No entanto, sua trajetória sempre foi cercada de polêmicas e batalhas judiciais intensas.

Agora, após passar a noite nas celas da Polinter, a empresária aguarda os trâmites burocráticos para transferência prisional. Posteriormente, ela será conduzida a uma unidade prisional definitiva para início do cumprimento da pena em regime fechado. De fato, as autoridades avaliam se o ingresso ocorrerá pelo Presídio de Benfica ou se haverá envio direto para o Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu.

Em suma, a defesa de Verônica Costa ainda não divulgou nota oficial detalhando se apresentará novos pedidos de habeas corpus. Enquanto isso, o sistema de segurança pública do Rio de Janeiro mantém buscas ativas para localizar o padrasto da condenada, que continua sendo procurado pela polícia.

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